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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Programa de Extensão Universitária

Campus III da Uneb tem projeto aprovado em Programa de Extensão Universitária do MEC

Texto: Sheila Feitosa
Fotos: Arquivo DTCS

Núcleo de Assessoria de Comunicação do DTCS/UNEB




Joaninha na folha do melão em campo experimental do DTCS

Projeto sobre Controle Biológico de Pragas do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro (BA), é aprovado pelo Programa de Extensão Universitária (ProExt) 2015 do Ministério da Educação (MEC).

A pesquisa intitulada Controle Biológico Aplicado em Olericultura e Fruticultura no Vale do São Francisco objetiva selecionar cinco estudantes, a cada semestre letivo, que estejam cursando o décimo período do curso de Engenharia Agronômica da Uneb, em fase de estágio supervisionado. Os estagiários vão atuar no processo de produção e multiplicação de insetos e ácaros predadores e na liberação desses inimigos naturais em hortas comunitárias e áreas de fruticultura nas cidades de Juazeiro (BA)  e Petrolina (PE).

O projeto de extensão será realizado no Laboratório de Entomologia do DTCS, sob a coordenação do professor, Dr. José Osmã Teles Moreira. O início dos trabalhos está previsto para o primeiro semestre letivo de 2015.  

CONTROLE BIOLÓGICO- De acordo com o coordenador do projeto de extensão,  o professor José Osmã Teles Moreira, vão ser produzidos e multiplicados no laboratório de Entomologia da Uneb, insetos e ácaros predadores de pragas existentes em algumas das principais culturas da região do Vale do São Francisco.
Joaninha Hippodamia convergens consumindo  pulgões

O projeto vai trabalhar com o processo de produção de três grupos de inimigos naturais: um tipo exótico de Joaninha, a Hippodamia convergens,  que se destaca pelo seu potencial predatório; Duas espécies do bicho lixeiro, Chrysopela externa  Leucochrysa rodriguesi  que, segundo o pesquisador, vai atuar no controle de pragas na cultura da acerola; e dois tipos de ácaros predadores Neoseiulus idaeus Euseius citrifolius que vão controlar os ácaros branco e rajado, duas espécies que causam prejuízos em pomares de videira da região.“Nosso intuito é levar esses insetos e ácaros para o agricultor controlar as pragas de forma natural, ao invés de aplicar inseticida ou acaricida”, ressaltou o professor.

Professor José Osmã Teles Moreira
coordenador do projeto
  
Controle Biológico Aplicado em Olericultura e
Fruticultura no Vale do São Francisco
A produção de bicho lixeiro, ainda de acordo com o professor, favorece o controle de pragas na cultura da acerola, uma vez que não é aconselhável aplicar inseticida na planta porque, ao longo do ano ela está produzindo constantemente. “Se for aplicado inseticida em uma praga que está atacando a planta no meio do ciclo de produção vai contaminar os frutos que estão sendo colhidos, além de prejudicar os insetos polinizadores das flores”, destacou.

O professor José Osmã Teles explica que além da produção de insetos e ácaros predadores, o projeto de extensão também vai avaliar a eficiência de controle desses inimigos naturais e treinar agricultores para o uso da tecnologia.  “O controle biológico é uma técnica antiga que aos poucos foi esquecida pelo pequeno produtor. Hoje, basicamente, só é feito o controle químico, que pode causar efeitos colaterais perigosos, tanto para a saúde humana quanto ambiental”, finalizou.

INVESTIMENTO-  Foram contemplados com os recursos do edital 2015 do ProExt,  sete projetos da Uneb e dois programas de pesquisa. O valor investido foi da ordem  de R$1 milhão de reais, que vão ser distribuídos em projetos de várias temáticas como saúde, educação, cultura e meio ambiente. Para a realização da pesquisa sobre Controle Biológico Aplicado em Olericultura e Fruticultura no Vale do São Francisco, do Campus III foram captados recursos no valor de R$100 mil reais.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Premiação

Uneb tem trabalhos de Iniciação Científica premiados em Simpósio Nacional

Por Sheila Feitosa
Núcleo de Assessoria de Comunicação/ DTCS

Dois trabalhos científicos de estudantes do Curso de Engenharia Agronômica do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, região Norte do Estado, foram premiados  no I Simpósio Nacional de Estudos para Produção Vegetal no Semiárido (SINPROVS), que aconteceu no fim do mês de maio, nos municípios de Triunfo e Serra Talhada em Pernambuco.

O evento promoveu o intercambio de atividades de pesquisas realizadas  em algumas Universidades do país e abordou temas relacionados a impactos das mudanças climáticas e reuso da água na produção agrícola. 

Estudante Wilian José dos Santos. Ele analisou a utilização 
de diferentes  níveis de água salobra  em cultivos de gergelim
Os graduandos da Uneb analisaram a utilização de água com elevado teor de sais em culturas da região do Semiárido e obtiveram a segunda e terceira colocação no Simpósio.
As pesquisas integram o projeto Substituição Temporal de Água Salobra no Desenvolvimento de Plantas Hortículas e é coordenado pelo professor da Uneb, Emanuel Ernesto Fernandes Santos.

Pesquisas – O estudante do sexto período do curso de Engenharia Agronômica da Uneb  Wilian José dos Santos analisou a utilização de diferentes  níveis de água salobra  em cultivos de gergelim (Sesamum indicum).

A pesquisa intitulada Desenvolvimento de Genótipo do Gergelim sob Irrigação com Água sob  Diferentes tipos de Condutividade Elétrica  conseguiu a segunda colocação  no SINPROSVS. Para o estudante, premiações como essa incentiva a produção da pesquisa dentro da Universidade.

“Participar de eventos dessa natureza é importante porque as pesquisas produzidas no Departamento não ficam restritas só a Universidade. O projeto também me incentivou a abrir os olhos quanto aos problemas existentes no Semiárido e mostra-se como alternativa para substituição de água salobra em cultivos”, ressaltou o estudante.

Outro trabalho também premiado no Simpósio  foi a pesquisa Substituição Temporal de Água Salobra no Desenvolvimento da Moranga, conhecida como jerimum (Cucurbita máxima duchesne). O experimento realizado pelo estudante do curso de Engenharia Agronômica da Uneb, Emerson Mendes da Silva, buscou avaliar o período mais critico e o período mais indicado para utilização de água salobra nessa cultura.


Emerson Mendes da Silva. O estudante conseguiu 
a terceira colocação no Simpósio. 


  

A pesquisa foi realizada em 2013 com um ciclo de produção de 120 dias. De acordo com o estudante, o experimento tem o intuito de substituir água com baixa concentração de sais, que é utilizada na irrigação,  por água salobra sem causar danos ao solo e a produtividade da planta.

 “O objetivo desse trabalho é mostrar para o produtor rural o período mais indicado para substituir água com baixa concentração de sais, por água salobra em diferentes cultivos e assim economizar a água utilizada  na irrigação”, explicou o estudante.

Premiação – O professor da Uneb e coordenador da pesquisa Emanuel Ernesto Santos destacou  que a premiação dos trabalhos é importante para a instituição e para os alunos. “Incentivar a produção da pesquisa na Universidade  mostra o resultado  da evolução dos nossos trabalhos nessa linha de pesquisa”, finalizou o professor.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Mestrado

Curso de mestrado em Horticultura Irrigada da Uneb, em Juazeiro, comemora dissertação de número 100


Por Ianne Lima- Jornalista
Núcleo de Assessoria de Comunicação/ DTCS

Na manhã desta quinta-feira (29), o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Horticultura Irrigada (PPHI), professor Carlos Aragão, acompanhado do diretor do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro (BA), Ruy de Carvalho Rocha, realizaram um ato simbólico em comemoração a defesa da 100ª dissertação de mestrado do Programa.

O marco foi para a  defesa de dissertação intitulada "Produção de mudas e desenvolvimento de plantas de melancia cultivar Crimson Sweet sob aumento de temperatura e CO2", resultado da pesquisa da estudante do mestrado Laise Guerra Barbosa, orientada pela professora doutora do PPHI e pesquisadora da Embrapa, Bárbara França Dantas.

O diretor do DTCS, Ruy de Carvalho Rocha, falou que esse momento baliza a história da pós-graduação na Instituição com a qualificação de 100 mestres que atuam nos setores de fruticultura e olericultura nacional e internacional. “Esse é um momento muito importante para o nosso mestrado que tem ajudado a solucionar problemas que resultam em benefícios e impulso para a agricultura da nossa região”, destacou.          

Durante a comemoração, o coordenador do mestrado, Carlos Aragão, falou da importância do Programa de Pós-Graduação para a região do Vale do São Francisco e dos impactos positivos que esse curso promove nos aspectos social e econômico local.  

“No período de 2006 até aqui já titulamos 100 mestres que estão atuando em empresas privadas; empresas públicas; no ensino e na pesquisa”, disse Aragão.

Relevância – Buscar soluções para os problemas oriundos da agricultura no Vale do São Francisco são as demandas prioritárias do Programa de Pós-Graduação em Horticultura Irrigada (PPHI). De acordo com o coordenador do mestrado os critérios dos trabalhos levam em conta as demandas de produtores rurais locais.

 “Todo esse esforço é uma forma de fazermos a interação da pesquisa com a comunidade”, reforçou Aragão.

Pesquisa - “Nosso programa se preocupa muito em diagnosticar e recomendar demandas da região que são trazidas para o nosso mestrado através dos agricultores”, disse Aragão, destacando que o Programa não estuda problemas de outras regiões e o foco é a pesquisa que vai desde o uso eficiente e econômico da água; preservação do meio ambiente; minimização do uso de pesticidas na agricultura, por exemplo.

O professor Carlos Aragão destacou ainda que a defesa de número 100 trata de um tema de grande relevância que está relacionado às mudanças climáticas no comportamento das sementes de hortaliças e algumas espécies nativas de plantas da caatinga ameaçadas de extinção.

Intercâmbio – Nesses oito anos de existência, o Programa de Pós-Graduação realizou importantes parcerias com instituições de ensino e pesquisa da esfera local, nacional e internacional.

Aragão destaca ainda que vem trabalhando na divulgação para também atrair pessoas de outros estados. “No último processo seletivo para ingresso no mestrado, que teve num grupo de 50 candidatos, mais de 20% dos inscritos eram de outras regiões. O curso também vem dialogando com Instituições, a exemplo de Moçambique para formalizar um convênio, com o intuito de nos próximos processos seletivos termos dois professores moçambiquenhos em nosso Programa. Isso quer dizer que o curso mostra, cada vez mais, que não está limitado as paredes da instituição e que quer ampliar suas fronteiras”, adianta.

Doutorado – Para que os programas de pós-graduação de mestrado possam pleitear o tentar a recomendação de um doutorado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), há a necessidade que o curso eleve seu conceito. Inicialmente o curso é recomendado com conceito 3 e pode atingir a nota máxima que é 7.

Aragão explica que todos os envolvidos no mestrado, incluindo alunos e professores, vêm trabalhando com bastante empenho para a mudança do conceito. “No último processo de avaliação feito pela Capes recebemos conceito 3, mas com grande chance de, já no próximo triênio, que compreende 2013-2014-2015, alcançarmos o conceito 4. Para isso, estamos trabalhando para resolver os pontos em que apresentamos fragilidades e elevar essa nota”, explicou.

Ainda de acordo com Aragão, a proposta do doutorado do DTCS já está estruturada aguardando a mudança de conceito do mestrado para obter a aprovação. “Tudo nos leva a crer que no ano de 2015 teremos o doutorado recomendado pela Capes. Alcançado isso, galgaremos conceitos mais elevados”, finalizou Aragão. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Meio ambiente

Conferência sobre Meio Ambiente e Governança Pública da Uneb discutirá desenvolvimento sustentável na região




Sheila Feitosa
Núcleo de Assessoria de Comunicação DTCS/Uneb

Entre os dias 04 e 06 de junho acontece a I Conferência sobre Meio Ambiente e Governança Pública, no Auditório Antônio Carlos Magalhães do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) do Campus III, em Juazeiro. O evento é uma realização do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (Caerdes) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A Conferência é direcionada a estudantes, professores, produtores agrícolas, profissionais da área e interessados em discutir temas relacionados a educação e legislação ambiental; manejo ecológico e sustentabilidade.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até esta sexta-feira (30) nos Diretórios Acadêmicos dos cursos de Engenharia Agronômica e Direito do DTCS da Uneb, que fica na Avenida Edgard Chastinet, S/N, São Geraldo, Juazeiro (BA). O valor do investimento é de 10 reais.

O encontro tem o objetivo de promover o debate sobre a produção orgânica, meio ambiente, direito ambiental e desenvolvimento sustentável no Vale do São Francisco.

A programação contempla palestras e mesas redondas. Entre os temas que serão discutidos estão “Educação ambiental para as sociedades sustentáveis”; “A atuação dos conselhos municipais na certificação e licenciamento ambiental” e “Educação contextualizada para o Semiárido”.

Projeto - A Conferência promovida pelo Caerdes integra o quadro de atividades do projeto Estratégias de Acesso Social à Legislação Agroambiental, como Mecanismo de Proteção aos Bens de Uso Comum”, um trabalho multidisciplinar, orientado pelo professor da Uneb, Dr Jairton Fraga Araújo, que também é coordenador do Caerdes e próximo diretor do DTCS pelo biênio 2014-2016. As atividades do projeto são desenvolvidas por estudantes do curso de Direito e Engenharia Agronômica da Uneb.

Para o estudante de Engenharia Agronômica da Uneb e integrante do projeto do Caerdes  Saullo Melo, a realização de eventos como esse possibilita aos alunos a oportunidade  de conhecer e ter acesso ao que diz a legislação quanto aos crimes ambientais, por exemplo.

Caerdes- Coordenado pelo professor da Uneb, Dr. Jairton Fraga Araújo, o Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável foi criado em 2011 e é um local que desenvolve pesquisas direcionadas não só para o curso de Engenharia Agronômica, como também para o curso de Direito.

Por meio do projeto “Estratégias de Acesso Social à Legislação Agroambiental, como Mecanismo de Proteção aos Bens de Uso Comum” o Caerdes vem compartilhando e estimulando o conhecimento relacionado à legislação ambiental e suas aplicações na região do Vale do São Francisco.

A realização desse projeto envolve palestras educativas que são ministradas nas escolas da região onde são abordados temas como Lei de Crimes Ambientais; Lei dos Agrotóxicos; e Política Nacional do Meio Ambiente. Nesse trabalho, os estudantes e bolsistas do projeto desenvolvem atividades a exemplo da realização de palestras e confeccionam e distribuem materiais informativos como panfletos e cartilhas sobre o tema.


De acordo com a estudante de Direito da Uneb e bolsista do projeto, Kallinca Artuso, essa conferência é o resultado do trabalho que o Caerdes tem realizado nas escolas. “Fizemos palestras sobre os temas que serão abordados na Conferência. Então o encontro será a culminância do projeto “Estratégias de Acesso Social à Legislação Agroambiental, como Mecanismo de Proteção aos Bens de Uso Comum”, ressalta Kallinca.


Confira a programação completa


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Série: Perfis Jornalísticos

A dupla jornada de um ‘viajante’ no Sertão




Texto e fotos: Luna Layse

Num dia, precisa visitar criadores de caprinos e ovinos. Em outro, a dedicação se volta para um agricultor que planta feijão e milho. E ainda tem mais dias em que a demanda por sua atenção vem daqueles que cultivam melão, melancia e cebola, irrigados. Ou ainda, tem que correr para assistir aquele outro produtor que precisa melhorar a ração das vacas leiteiras criadas em meio à vegetação nativa da Caatinga.

Inácio Gomes é técnico do Projeto Lago de Sobradinho
É muito com o que se ocupar, mas é como se desenrola o dia-a-dia de Inácio Gomes. Funcionário da Prefeitura Municipal de Sobradinho (BA), lotado na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, ele está à frente do escritório que executa ações de transferência de tecnologias do Projeto Lago de Sobradinho.

Cansativo? Ele diz: por vezes, sim. Contudo, experimenta uma espécie de realização por estar envolvido em iniciativas que buscam melhorar a vida dos moradores do campo. O que, rememora, faltou aos seus pais no pequeno município de Itapetim, no Semiárido pernambucano e que, na seca de 1976, se viram migrantes, ao lado de muitas famílias, para o município de Sobradinho, onde tinham sido iniciadas as obras da barragem e a oferta de empregos aumentou na cidade.

 
Experiências

Anos mais tarde, o pai, Manoel Gomes Maurício, já trabalhando em uma das empresas públicas do Vale do São Francisco, em Petrolina (PE), tomava parte em iniciativas de assistência técnica junto aos agricultores do Sertão. Desta fase, lhe ocorrem mais lembranças das dificuldades enfrentadas pelos produtores das áreas de sequeiro, que fixaram nele uma espécie de solidariedade com quem vive da agricultura e da criação pecuária no Semiárido.

Por isso, Inácio quis e fez o primeiro curso superior na área da Tecnologia em Gestão de Fruticultura Irrigada, no Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). Anos depois, casado, pai de dois filhos, o vínculo com a área rural só estreitou. Agora, ao lado dos compromissos profissionais exigidos pelo Projeto que é coordenado pela Embrapa Semiárido e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), precisa retornar à Petrolina no final do dia para se dedicar às aulas das disciplinas de mais um curso superior, a graduação em Agronomia, também no IF Sertão-PE.

Enfrenta uma rotina e tanto. Por isso, é essencial no seu cotidiano planejar os compromissos. “Não posso parar, para não acumular tarefas”, revela. Para início de conversa, precisa acordar cedo, se deslocar de Petrolina, onde mora, e chegar a Sobradinho por volta das 7h.
 

Cotidiano

Durante a manhã se divide entre os acompanhamentos que faz nas 38 propriedades rurais, onde estão instaladas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, fazendo a entrega de insumos, mudas e sementes. Mas, o mais importante: estar próximo dos agricultores, ensinar e aprender com eles.

Nisto, até mesmo o celular virou ferramenta de trabalho. Fazendo e atendendo as ligações nos vários momentos do dia, tem resolvido problemas de logística na distribuição de sementes e mudas, acerto na alocação de equipamentos, realização de eventos e esclarecendo dúvidas sobre o manejo de atividades agropecuárias.

Atuando junto ao projeto, Inácio Gomes está a pouco mais de um ano. Trouxe sua experiência de 22 anos de trabalho no município de Sobradinho, de conhecer os agricultores e os caminhos que conduzem às suas propriedades.

 
Elogio
Luiz Ferreira está satisfeito com a cultura da gliricídia forrageira
Conhece gente como seu Luiz Ferreira, a quem chamam também de Luizinho, proprietário de um pequeno lote no perímetro irrigado Tatauí I, onde cria algumas vacas leiteiras e cultiva coco. Na área, Inácio acompanhou a implantação de um Campo de Aprendizagem Tecnológica (CAT) com gliricídia, uma forrageira de crescimento rápido que suporta a realização de cortes periódicos e possui alta capacidade de rebrota.

Luizinho é só elogio para a planta. Inácio admira o interesse e a dedicação do agricultor. Luizinho destaca o empenho do técnico. Inácio enfatiza: “ele tem muito conhecimento e nos ensina também”.

Jorge Santos vai avaliar cultivo sob sistema de gotejamento
Em outro sítio, Inácio descreve o proprietário, Jorge Santos: “barba branca, facão pendurado na cintura e sorriso largo”. Fácil identificá-lo em meio aos trabalhadores que colhem e embalam melão. Nos próximos meses, seu Jorge, como costuma ser chamado, concordou em avaliar com o técnico e pesquisadores da Embrapa, o plantio de cebola com o uso do sistema de fertirrigação por gotejamento. Trata-se de um modo de plantio diverso daquele que costuma empregar nos seus cultivos. De antemão, de maneira cortês, pontua que tem um jeito próprio de conduzir seu plantio e não cogitava trocá-lo assim, de uma hora para outra. Inácio, por sua vez, pondera que o intuito do Projeto não é que os agricultores adotem automaticamente as tecnologias. A ideia é mostrar, na prática, as inovações pesquisadas na Embrapa e promover o diálogo com a equipe técnica para que possam avaliar as vantagens e benefícios do uso nas propriedades.

É com a ajuda de um dos filhos, Jackson Santos, que seu Jorge contabiliza os gastos e o rendimento das primeiras colheitas do melão, que foi cultivado sob o sistema de gotejamento. O jovem explica ainda que, a técnica contribuiu para reduzir o uso da água, a contratação de mão-de-obra, o número de capinas que fazem na área e também o consumo de energia.

Jackson pretende ainda trabalhar com uso de materiais como o mulching, plástico que cobre a terra, para evitar manchar os frutos quando em contato direto com o solo. Com esta tecnologia ele afirmou ainda que não perderia tempo e dinheiro arando o solo novamente e fazendo a reinstalação dos materiais utilizados no gotejo.

Informações como estas Jackson obtém durante a troca de experiência com Inácio, seja durante os dias que ele vai ao sítio de Jorge para acompanhar os trabalhos no campo, ou em conversas por telefone, quando Inácio se mostra disponível a cada vez que Jackson ou o pai precisam de alguma orientação.

O vínculo de Inácio com a maioria das famílias dos produtores é anterior à participação no Projeto Embrapa-Chesf. Por isso que os cumprimentos, as piadas e brincadeiras são comuns entre todos. Inácio conta algumas histórias dos agricultores, descreve até os principais chavões que eles costumam utilizar. A intimidade é tanta que na hora de falar sobre as contribuições do técnico para o trabalho no campo, o filho de seu Jorge chegou até a indagar:
 
- Quem é o técnico? Inácio?

terça-feira, 6 de maio de 2014

Conferência sobre Meio Ambiente e Governança Pública



I Conferência sobre Meio Ambiente e Governança Pública da Uneb está com inscrições abertas



Núcleo de Assessoria de Comunicação/ DTCS


Estão abertas as inscrições para a I Conferência sobre Meio Ambiente e Governança Pública que será realizada entre os dias 04 e 06 de Junho, no Auditório Antônio Carlos Magalhães, que fica no Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro.

O evento tem como objetivo suscitar o debate sobre temas relacionados à produção orgânica, meio ambiente, desenvolvimento sustentável e direito ambiental. As inscrições custam 15 reais e podem ser feitas até o dia 30 de maio, nos Diretórios Acadêmicos dos Cursos de Engenharia Agronômica e Direito.

Serão realizadas palestras e mesas redondas que vão discutir a produção agrícola sustentável no Vale do São Francisco. A atividade é uma iniciativa do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis de Desenvolvimento Sustentável (Caerdes) do DTCS.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Exposição

Exposição em Juazeiro mostra sobre como 

agricultura influencia na cultura



Núcleo de Assessoria de Comunicação/ DTCS

Será realizado entre os dias 13 e 25 de maio, no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, a exposição Plantas e Povos. A mostra é gratuita e  tem como objetivo apresentar a evolução do planeta por meio da expansão agrícola e da extração e cultivo das plantas. A exposição ficará aberta ao público de terça a domingo das 09h às 21h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (74) 3611-4322. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Fórum de Diretores


Campus III promove Fórum de Diretores 




Entre os dias 10 e 12 de Abril será realizado em Juazeiro o VI Fórum de Diretores da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Com o tema Novas perspectivas para a UNEB, o evento discutirá questões relativas à Universidade com destaque aos desafios e as possibilidades da Multicampia.

Desde a edição inicial, em 2010, esta é a primeira vez que o campus III sedia o evento.

“A realização do fórum em juazeiro é um marco importante para a história da universidade e do campus III. Nesse encontro, os diretores estarão discutindo problemas do cotidiano da universidade e também construindo políticas importantes para o fortalecimento da nossa instituição”, destacou a diretora do DCH, professora Aurilene Lima.

Este sexto encontro pretende reunir todos os diretores da Uneb, representantes das Pró-reitorias e da comunidade acadêmica no auditório ACM (DTCS) e na sala 05 (DCH).

Programação:

10/04 - Auditório ACM: 14h-18h

11/04 – Sala 05 – Trabalho de grupos: 8h às 12h e das 14h às 18h

12/04 – Passeio no Velho Chico/Vapor do vinho: 7h às 14h

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Visita do reitor ao Campus III



Reitor da Uneb se reuniu com estudantes do

 Campus III, em Juazeiro (BA)



 Núcleo de Assessoria de Comunicação/ DTCS
Fotos: Sheila Feitosa


O reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), José Bites de Carvalho, se reuniu na noite desta quinta-feira (3), com os estudantes dos cursos de Engenharia Agronômica, Direito, Pedagogia e Comunicação Social do campus III, em Juazeiro, atendendo as solicitações deliberadas na Assembléia Geral Extraordinária Estudantil promovida pelo Diretório Acadêmico Livre de Agronomia no dia 25 de março. O reitor cumpre agenda em Juazeiro com todos os segmentos da comunidade acadêmica até esta sexta-feira (4).

Durante a conversa, que tinha representações dos dois Departamentos do Campus III, o DTCS e do Departamento de Ciências Humanas, o reitor se posicionou favorável aos questionamentos dos discentes e apresentou propostas para atendimento dos anseios dos estudantes e para implementar melhorias para a Universidade. 

Melhorias - Entre as pautas discutidas pelos estudantes estão a climatização da Biblioteca professor Rômulo Galvão, cuja reforma o reitor reiterou que já está assegurada para que os aparelhos de ar condicionados, que já estão instalados, possam começar a funcionar.

Outro ponto reivindicado foi pagamento em dia da bolsa auxílio estudantil. O reitor, professor Bites explicou que o pagamento desses auxílios referentes ao período de 2013, correspondente a uma dívida deixada pela Gestão Universitária anterior, já está sendo realizado pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAES) e pela Pró-Reitoria de Administração (PROAD) de acordo com um calendário já divulgado pela Universidade. Na oportunidade, destacou ainda, que, foi feita uma reformulação na resolução que rege o Programa e que os estudantes residentes receberão auxílio de R$ 200. Outra novidade é que também foi criado um projeto intitulado bolsa emergência para os alunos que residem em outras cidades e que não possui nenhum tipo de assistência estudantil. Em caso de emergência, o aluno poderá receber até três parcelas do auxílio. 

Curso de Direito - Incentivo a pesquisa e ampliação de projetos de extensão para o curso de Direito também nortearam o encontro. A representante do Centro Acadêmico de Discentes de Direito (CADI) e estudante da UNEB, Gessiane Silva disse que formularam uma pauta com base em muitos anos de reivindicações que os alunos de Direito já fazem à Universidade. “Os anseios vão desde a construção do novo prédio que foi prometida desde o início do curso até o reforço do nosso principal projeto de extensão que é o Direito Perto de Casa”, explica.

O reitor falou que uma das grandes preocupações da gestão dele é a qualificação. “Quero criar condições para que os professores do curso de Direito, que são bons, também obtenham títulos de mestrado e de doutorado, para que possam desenvolver pesquisas”.

Ainda sobre infraestrutura e a contratação do corpo docente para o novo curso de Engenharia em Bioprocessos e Biotecnologia, que terá início no próximo semestre, 2014.2, o reitor explicou que todos esses aspectos serão discutidos com a direção do Departamento, assim como a construção dos laboratórios para o novo curso. Um projeto de expansão será criado no próximo ano que viabilizará as construções no DTCS, contemplando o curso de Direito.
O presidente do DALA, Fabrício Almeida, explica que o encontro com o reitor José Bites de Carvalho possibilitou o andamento das pautas que os alunos reivindicaram e possibilitou a integração entre os cursos existentes no Campus III.


O reitor ressaltou a importância da presença da Administração Central da Universidade nos campi da UNEB. “Esse encontro foi significante, inclusive, porque partiu de um convite dos próprios alunos que sentiram a necessidade de conversar com o reitor, para que possamos, junto com o diretor, dar andamento aos encaminhamentos necessários”, finalizou o professor Bites.