Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciências. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Jornada de Iniciação Científica



Pesquisas desenvolvidas por estudantes do Campus III foram destaques na Jornada Científica da Uneb

 


Os bolsistas Adheilton Rogers de Carvalho e Xênia Bastos de Oliveira 
desenvolveram pesquisas no DTCS que vão beneficiar pequenos agricultores

Texto e fotos: Sheila Feitosa
Núcleo de Assessoria de Comunicação do DTCS/UNEB

Experimentos produzidos por cinco bolsistas do curso de Engenharia Agronômica da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, interior do Estado, foram destaques na 18° Jornada de Iniciação Cientifica (IC), que aconteceu de 14 a 16 de outubro no Campus I, em Salvador. As pesquisas concorreram na área de Ciências Agrárias e foram desenvolvidos no Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS).


A estudante Xênia Bastos de Oliveira obteve a primeira 
colocação na área de Ciências Agrárias na Jornada


Nesta edição, os estudantes também participaram de conferências e oficinas que trataram de assuntos ligados ao futuro da pesquisa como conduta responsável e submissão de projetos ao Comitê de Ética.

Um dos trabalhos apresentados na jornada e que obteve destaque foi a pesquisa que consiste em avaliar bactérias que vão 
 nodular e fixar nitrogênio no feijão Caupi, conhecido popularmente, no Nordeste, como feijão de corda. O experimento foi desenvolvido pela estudante do curso de Engenharia Agronômica da Uneb Xênia Bastos de Oliveira. A pesquisa foi realizada durante um ano na Casa de Vegetação do DTCS e obteve a primeira colocação na área de ciências agrárias da jornada de IC. “Durante o encontro, bons trabalhos de todos os Campi da Uneb foram apresentados e esses experimentos dão suporte para nós estudantes que tem interesse em participar do programa Ciências sem Fronteiras do Governo Federal”, explicou a estudante.

A bolsista do Carerdes Natalie Moura Costa Silva avaliou 
desenvolvimento do quiabo sob cultivo orgânico
Os experimentos dos bolsistas do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES), Gilmário Norberto de Souza e Natalie Moura Costa Silva também foram expostos durante o evento em Salvador. A pesquisa do estudante da Uneb analisou o desempenho do milho (Zea mays) submetido a diferentes doses de biofertilizantes como esterco caprino, cinzas e pó de rocha MB4. 

Já a bolsista Natalie Moura Costa Silva procurou investigar o desenvolvimento, em cultivo orgânico, do quiabo (Abelmoschus esculentus), analisando três espécies da cultura: o quiabo amarelinho, o mauá e  Santa Cruz 47.  De acordo com a estudante, a pesquisa foi realizada com espécies que melhor se adaptam as condições ambientais da região e que tem maior produtividade comercial. Para ela, a apresentação dessa pesquisa durante a jornada foi importante por possibilitar a divulgação de trabalhos que estão sendo produzidos em beneficio do pequeno agricultor.


O estudante Adheilton Rogers de Carvalho apresentou
 na jornada de Iniciação Cientifica a pesquisa  Produtividade
 de Cultivares da Cebola Submetidos a Diferentes Níveis de Água no Solo.
   
A pesquisa Produtividade de Cultivares da Cebola Submetidos a Diferentes Níveis de Água no Solo também foi destaque durante a IC.O experimento foi desenvolvido pelo estudante Adheilton Rogers de Carvalho no DTCS e avaliou o manejo adequado da água na irrigação do solo na cultura da cebola. “A participação dos alunos na Jornada Científica é o primeiro passo para se tornar um pesquisador, pois podemos pôr em prática, nesses projetos, o conhecimento apreendido em sala de aula”, explicou o aluno. 

De acordo com o diretor do DTCS e professor da Uneb Jairton Fraga Araújo, participar de projetos de pesquisa possibilita ao aluno o primeiro contato com a ciência principalmente para aqueles que pretendem ingressar em um programa de mestrado ou doutorado.

“O DTCS é um dos departamentos que mais se destaca pelo elevado número de bolsitas que participam da IC e pela qualidade dos trabalhos que são apresentados. Durante as pesquisas, os estudantes aprendem a construir uma metodologia de como operar atividades em campo, redigem um relatório parcial da pesquisa e um resumo e dão um tratamento estatístico ao projeto. Esse trabalho pode se tornar um artigo e futuramente ser publicado em uma revista científica e facilita a entrada desses alunos em programas de pós-graduação”, destacou o diretor.

Foram submetidos na 18° Jornada de Iniciação Cientifica  45 trabalhos do DTCS nas áreas de Ciências Agrárias e Biológicas.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Controle Biológico

Joaninhas são utilizadas em experimento como predadoras naturais de pragas agrícolas


As joaninhas são insetos que não causam prejuízos para  a agricultura, uma vez que elas não se alimentam de tecido vegetal, e sim de uma proteína animal



Por: Sheila Feitosa
Núcleo de Assessoria de Comunicação/ DTCS
Fotos Sheila Feitosa e arquivo da pesquisa


 Controlar pragas que atacam as lavouras de forma sustentável, utilizando um predador natural. Esse é o objetivo da pesquisa que está sendo desenvolvida no Mestrado em Horticultura Irrigada do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), que fica localizado na cidade de Juazeiro, interior baiano.

A pesquisa vem sendo desenvolvida desde março de 2013 e consiste em analisar a dieta que melhor se adapta para a reprodução em laboratório de um tipo de joaninha, a Hippodamia convergens, espécie exótica, natural da Califórnia nos Estados Unidos, que  conseguiu se adaptar às condições climáticas da região do Vale do São Francisco.

Mestranda da Uneb Girlandia Miranda- Mestrado em
Horticultura Irrigada- linha de pesquisa em Proteção de Plantas
O experimento está sendo desenvolvido pela mestranda da UNEB Girlandia Miranda – e integra a linha de pesquisa em Proteção de Plantas, sob a orientação do professor de Entomologia da UNEB, José Osmã Teles Moreira.

A joaninha é uma espécie predadora pertencente à família Coccinelidae  e à ordem Coleoptera. O besouro é considerado um controlador natural de pragas e se alimenta de pulgões e cochonilhas, pragas presente em algumas culturas de hortaliças, legumes e fruteiras.


PESQUISA –  Para realizar o experimento, foi observado o comportamento das joaninhas sob dois tipos de dieta: uma denominada “essencial” e a outra chamada de “alternativa”.

Larva da Hippodamia Convergens consumindo o pulgão Aphis craccivora
A mestranda da UNEB Girlandia Miranda explica que a dieta essencial foi realizada na presença de uma proteína animal: foram utilizados para o experimento três tipos de pulgões – Myzus persicae, nome científico do pulgão-verde-do-pessegueiro;  Aphis gossypii, conhecido como piolho do algodão; e o Aphis craccivora, o pulgão preto.

 “Nessa dieta, observamos que o ciclo de desenvolvimento da joaninha é curto, durando em torno de 12 dias. Durante esse período ela passa pelas quatro fases do ciclo e se reproduz,”, explicou Girlandia. Os pulgões do experimento são multiplicados na Estufa Climatizada do DTCS  e nos cultivos experimentais de couve, pepino e feijão.

Na dieta alternativa, foram disponibilizados dois tipos de alimentação para as joaninhas: o pólen ou néctar de plantas como erva doce (Pimpinella anisum), coentro (Coriandrum sativum) e  endro (Anethum graveolens),  utilizadas na primeira fase de desenvolvimento da joaninha que é a da eclosão das larvas; e uma alimentação artificial feita com mel, leite condensado, levedura de cerveja, gérmen de trigo, ovos e água destilada.

A estudante da Uneb Nayara Ranyelle e a mestranda Girlandia Miranda
 alimentando as joaninhas com a dieta artificial.
Segundo a mestranda Gilandia, essa alimentação denominada dieta artificial foi utilizada apenas para manter a população de joaninhas até a fase adulta, porém, foi observado que com essa alimentação, o besouro não consegue se reproduzir.

Ainda de acordo com a mestranda, na dieta alternativa as joaninhas atingem a fase adulta em 24 dias e não conseguem completar o ciclo de reprodução. Isso mostrou que esse tipo de alimentação não é viável para a produção dos besouros em laboratório. 

“Na dieta alternativa, a Joaninha passa por todas as fases de desenvolvimento e quando fica adulta, não consegue colocar ovos, ou seja, não completa o ciclo. Com isso, concluímos que essa espécie de joaninha necessita se alimentar de uma proteína animal, no caso o pulgão, pois só assim ela consegue se reproduzir”, ressaltou Girlandia Miranda.


CONTROLE BIOLÓGICO - A utilização de predadores naturais no controle de pragas é uma alternativa racional e ecologicamente correta, é o que afirma o professor de entomologia da UNEB e orientador da pesquisa, José Osmã  Teles Moreira. De acordo com o professor, as joaninhas são insetos que não causam prejuízos para a agricultura, uma vez que elas não se alimentam de tecido vegetal e sim de proteína animal.

“Uma das vantagens é que, ao invés do agricultor aplicar inseticida para matar o pulgão, ele vai liberar essas joaninhas nas plantações. Além de reduzir a população de pragas, a joaninha vai se multiplicando e estendendo seus trabalhos para outras plantações, o que não acontece com os inseticidas, pois o efeito dele é restrito apenas às áreas onde ele é aplicado”, explicar o professor da UNEB.



 TEMPO DE BUSCA – Outro aspecto que está sendo avaliado na pesquisa é o tempo que a joaninha leva para capturar e consumir pulgões. A avaliação está sendo desenvolvida pela estudante do curso de Engenharia Agronômica da UNEB Nayara Ranyelle da Silva, como parte do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).


Segundo a estudante, foi observado o tempo que a joaninha, em estado larval, levou para capturar o primeiro pulgão. “Disponibilizamos certa quantidade de pulgões em 24 horas e analisamos quantos ela conseguiu consumir nesse tempo que  pode variar em cada fase. Houve casos em que, na primeira fase, o besouro demorou cerca de quatro horas para consumir o primeiro pulgão. Já em outras fases, levou apenas segundos para se alimentar”, concluiu a estudante.